A Luta continua: O Petróleo Tem Que Ser Nosso!!

17/12/2009

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Com a presença de intelectuais, estudantes, líderes sindicais, artistas e representantes da sociedade civil, ontem à noite no Teatro Oi Casa Grande, o ICG realizou sua última atividade do ano de 2009 e a primeira sob a presidência do senador Saturnino Braga.

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O Petróleo Tem Que Ser Nosso?

Essa foi a pergunta proposta pelo ICG para que os participantes trouxessem à baila o grande tema em discussão do momento: a gigantesca jazida petrolífera descoberta pela Petrobras na chamada camada do “pré-sal”.

O presidente do ICG, servindo como mediador do debate, depois de fazer uma pequena explanação sobre o tema, trouxe à mesa o conselheiro do ICG e economista Carlos Lessa, seguido do engenheiro e presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) Fernando Siqueira, dos companheiros sindicalistas José Antônio Moraes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Emanuel Canellas do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindpetro-RJ).

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O primeiro a falar foi o conselheiro do ICG e economista Carlos Lessa. Em sua apresentação, Lessa fez um breve histórico sobre a luta do povo brasileiro durante a campanha “O Petróleo É Nosso”, contou que sua geração foi levada a conhecer a importância estratégica do petróleo lendo “O Poço do Visconde”, livro infanto juvenil de autoria de Monteiro Lobato e lembrou que a grande riqueza gerada pelo “pré-sal” levará fatalmente o Brasil a uma encruzilhada onde, dependendo da escolha do caminho a se seguido, poderá levar ao fim da miséria e ao grande salto econômico, ou acarretará a riqueza de uns poucos e ao esquecimento da imensa maioria do povo brasileiro.

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O conselheiro do ICG, esclareceu o risco da exploração desmedida e as possibilidades que resultariam dessa atitude. Citando exemplos conhecidos como o da Indonésia que nos idos de 1960 foi um dos países fundadores da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) e que desde 2008 se tornou importador do óleo bruto, pois não mais existe a possibilidade de extração em suas jazidas e o caso do México que já fora possuidor do poço mais lucrativo e de maior produção do “ouro negro” em todo mundo e que hoje não produz sequer para seu próprio sustento. Lembrou ainda o famoso caso da “Doença Holandesa”, mal econômico que acometeu a Holanda, que nos anos de 1960/70 era um dos maiores produtores de gás natural da Europa e que, atualmente, mesmo produzindo o gás, é obrigado a comprá-lo da Rússia devido ao processo de exploração predatório que impôs às suas jazidas.

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Em contrapartida, Lessa, finalizou com o exemplo da Noruega que, fazendo uma exploração do petróleo de modo seguro e comedido, conseguiu trazer para sua população o nível de desenvolvimento humano de todo o velho mundo e um crescimento econômico jamais visto na história européia.   

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O representante da Federação Única dos Petroleiros (FUP), o companheiro José Antônio Moraes foi o segundo debatedor a fazer uso da palavra. Com um tom mais ameno e nem por isso menos preocupado, o sindicalista fez questão de dizer que a primeira providência que ele tomou assim que seus filhos foram alfabetizados fora comprar a coleção completa de Monteiro Lobato e em especial “O Poço do Visconde” a fim de assegurar que eles recebessem as “mais preciosas informações sobre a importância da garantia controle do monopólio do petróleo pelo povo brasileiro, hoje representado pela Petrobras”.

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Moraes, fez um minucioso relato sobre a luta da campanha “O Petróleo Tem Que Ser Nosso!”, lembrando a ocupação da sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na capital fluminense, em 2007; o acampamento em frente a sede da Petrobras na Av. Chile no Rio de Janeiro, em 2008 e Plenária que criou a Coordenação Nacional da campanha, realizada em São Paulo no mesmo ano; e o lançamento do documentário “O Petróleo Tem Que Ser Nosso – A Última Fronteira” em julho deste ano no Cine Odeon, na Cinelândia, também no Rio.

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Terceiro a usar a palavra e o mais efusivo entre os debatedores, Emanuel Cancella, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindpetro-RJ), fez questão de frisar a importância de se criar uma nova Lei do Petróleo, em substituição à atual criada durante o governo neo-liberal de Fernando Henrique Cardoso.

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Fervoroso na defesa nova Lei deverá conter, Cancella, enumerou como fundamentais as seguintes garantias: Fim das licitações e retomadas dos blocos já leiloados; retorno do Monopólio Estatal da Exploração do Petróleo; controle popular sobre o Fundo Social Soberano, criado pelo presidente Lula; e mudança do papel da ANP deixando de ser apenas uma reguladora para ser uma fiscalizadora da distribuição do petróleo.

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Como último debatedor, o engenheiro e representante da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), Fernando Siqueira, traçou o panorama geopolítico mundial de modo comparativo com os dados de 2008 e a projeção para o ano de 2030, quando o “pré-sal” estará em seu ápice de produção.

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Segundo Siqueira, a produção mundial de petróleo em 2008 foi de 86 bilhões de barris/dia, em 2030 a produção mundial prevista é de 31 milhões de barris/dia, enquanto que somente a jazida da camada do “pré-sal” brasileiro pode conter algo entre 80 e 200 bilhões de barris, o que significa dizer que exatamente quando a produção mundial começar a despencar o Brasil estará saltando do 13º lugar na produção mundial de petróleo para o 5º ou o 2º lugar.

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O consumo mundial em 2030, de acordo o representante da AEPET, chegará ao patamar de 106 bilhões de barris/dia, com um déficit atingindo a 75 bilhões de barris/dia, com o Brasil controlando cerca de aproximadamente 14% da produção mundial do óleo bruto em 2030, sem falar no gás-natural que também poderá ser produzido.

Por fim, Siqueira, terminou sua apresentação assegurando que “a jazida do ‘pré-sal’ brasileiro é a maior descoberta de petróleo do mundo dos últimos 30 anos!”. 

Após o debate foi exibido para os presentes uma versão reduzida, com aproximadamente 15 minutos de duração, do documentário “O Petróleo Tem Que Ser Nosso – A Última Fronteira”.

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Na oportunidade, o presidente do ICG, o companheiro e senador Saturnino Braga lembrou nossa luta pela garantia da destinação pública e cultural do cinco andares acima do Teatro Oi Casa Grande e da importância da mobilização de todos os nossos companheiros e amigos no ano que está por iniciar, pois “a luta a partir de agora será ainda mais acirrada”, já que “o gigante está ferido, mas não está vencido

Com esse espírito de luta e com a certeza de que a vitória virá, é que nós do Intituto Casa Grande, desejamos a todos os nosso amigos e companheiros: Boas Festas e um Ano Novo repleto de vitórias!

  

Departamento de Divulgação

Registro Fotográfico: Douglas Naegele

O Petróleo tem que ser nosso?

03/12/2009

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Esse é o tema do debate que será realizado no próximo dia 16 de dezembro, quarta-feira, a partir das 20 horas, no foyer do Teatro Oi Casa Grande.

O economista Carlos Lessa. Foto Roberto Corradini-SECS

Com a presença confirmada de nosso companheiro e  conselheiro do Instituto Casa Grande, o economista Carlos Lessa, do engenheiro Fernando Siqueira da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) e dos companheiros José Antônio Moraes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Emanuel Cancella do Sindicato dos Petroleiros (Sindpetro), o debate será mediado por nosso presidente o senador Saturnino Braga. O tema nos faz relembrar a luta do povo brasileiro pelo monopólio estatal do petróleo e a criação da Petrobras nos anos de 1950, e faz eco à atual luta pela garantia da exploração da imensa jazida petrolífera descoberta na chamada camada de pré-sal pela Petrobras e a destinação do lucro obtido em prol das conquistas sociais e melhor distribuição das riquezas para o nosso povo.

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Nesse sentido, convidamos a todos os companheiros e companheiras do Instituto Casa Grande, bem como nossos amigos e familiares, para participarem deste importante debate, o qual fechará com chave de ouro, um ano de muita luta e de vitórias para o Instituto Casa Grande, na garantia pela destinação pública e cultural dos andares acima do Teatro Oi Casa Grande.

Até lá e um grande abraço!

Departamento de Divulgação